segunda-feira, 5 de novembro de 2012

The unforgiven II


   Como narrar uma historia e fazer com que uma pessoa acredite nas suas merdas? Essa era a pergunta que me fazia quando fui recebido por Camille  em um lindo vestido azul arrumando suas coisas na madrugada de domingo. “Eu vi você com aquela garota!”


  Fui convidado para uma festa na casa de um amigo, Camille disse que não poderia ir por causa do seu ensaio para uma apresentação, o qual, ela protagonizaria, então dei o endereço para ela. A casa dele era enorme com vários cômodos, a sala era espaçosa e recebia grande parte das pessoas ali, conhecidas e desconhecidas, eu como sempre me mantive ao lado com alguns amigos mais próximos ,  muitas só estavam para suas fofocas em revistas, mesmo assim, ainda havia perversão em seus olhos as quais elas não citariam em suas matérias.Poucas horas depois andando pela mansão encontrei em alguns quartos drogas rolando de vários tipos, não hesitei em dar um tapinha em uma erva e cheirar uma coca que um velho amigo tinha oferecido, noutros havia sexo e orgia ao som de ac/dc.
  
   Fui para fora próximo a piscina e por um instante pensei em Camille enquanto acabava de fumar o resto da erva e olhar  o céu semi nublado. Fui abordado por uma doce voz “você não parece estar empolgado com a festa” era uma linda loira com um vestido curto e um decote que me fazia querer desfrutar, respondi “talvez esteja enjoado dessas pessoas... prazer”, passamos um tempo conversando ate o momento que ela se ofereceu para pegar uma bebida e dizer que queria me mostrar algo. No meio do caminho me senti tonto ao mesmo momento que ela me jogou dentro de um banheiro com um velho ainda utilizando - o velho acabou saindo assustado deixando uma rabo de macaco dentro do vaso - e arrancando os botões da minha camisa “Você me deixou como uma virgem desejando a sua primeira transa adolescente sabia” ela falava enquanto eu com dificuldade perguntei “O que você colocou na bebida?” , "só algo para que nos ficássemos mais a vontade, mas você não esta reagindo como esperado, por que você não retribui” – Não é difícil dizer que sou do tipo tradicional que entra numa relação sem me preocupar com o que tem ao redor, porem seria difícil explicar para uma pessoa com desejos – com um tapa no rosto ela se despediu de mim, respirei fundo e tentei me manter calmo diante aquela droga que havia ingerido, sem se despedir, peguei um taxi e fui para casa me sentindo uma porcaria - provavelmente pelas misturas da noite.

   Para minha infelicidade Camille havia visto o exato momento que a loira me jogara no banheiro e abria minha camisa “Você não sabe como tratar uma mulher e nunca vai saber, não passa de uma criança bêbada que não pode ver um buraco que quer enfiar seu pênis...” Enchendo meus ouvidos e sem deixar eu explicar saiu de casa me dando as costas “Cami..” no mesmo momento que a vi fechar a porta da entrada cai do meio da escada rolando a baixo, totalmente tonto fui ate a garagem e peguei a moto ainda batendo no muro ao lado, sai arrancando ate cair numa pequena mata próxima e terminando beira a praia - não me recordo como cheguei ao quarto...
   
   Afinal, como se pede perdão sem ter culpa... Como agir diante uma reação agressiva e impulsiva... O sexo se envolveu em um lacrimejar...

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